domingo, 24 de abril de 2011

SUDÃO

Primeiros resultados do referendo apontam divisão do Sudão em dois países
Resultados finais serão divulgados em fevereiro, mas apuração parcial indica que região sul escolheu se separar do resto do país

Os primeiros resultados do referendo no sul do Sudão indicam que a região votou predominantemente pela separação do norte e a formação de um novo país. Os resultados totais da votação não serão divulgados até o próximo mês, mas espera-se que a região escolha a separação. Dos dos sudaneses do sul que vivem na Europa, 97% votaram em favor do novo estado.

O referendo histórico foi parte de um acordo de paz assinado em 2005, que pôs fim a décadas de guerra civil entre o norte sudanês, majoritariamente muçulmano, e o sul, onde predominam o cristianismo e outras religiões.

A votação começou em 9 de janeiro e foi oficialmente encerrada na noite do último sábado. Um mínimo de 60% de comparecimento era necessário para que a votação fosse considerada válida, mas o número foi rapidamente superado.

O diretor da Comissão de Referendo Sudanesa do Sul, Mohamed Ibrahim Khalil, disse que mais de 80% dos votantes do sul compareceram às urnas, além de 53% dos eleitores do norte e 91% dos sudaneses que moram em outros oito países com centros de votação. Ele disse que o referendo seria considerado "um bom resultado por qualquer padrão internacional".

'Determinação pacífica'

Observadores internacionais no sul do Sudão têm sido quase unanimemente otimistas, dizendo que o processo de votação foi livre e justo. O correspondente da BBC em Juba - que deverá ser a futura capital do Sudão do Sul - Peter Martell disse que o resultado foi um grande alívio para a região.


No entanto, o processo foi marcado por um ataque mortal a um comboio de civis do sul no início da semana. O grupo voltava para casa depois de votar, quando foi emboscado perto da fronteira entre o norte e o sul, na disputada região de Abyei, rica em petróleo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou "todas as pessoas do Sudão pela demonstração de sabedoria, paciência e determinação pacífica que caracterizou a votação". Mas ele alertou que os sudaneses do sul devem continuar a "exercitar a paciência e a moderação" durante a contagem dos votos.

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, prometeu aceitar os resultados do referendo, mesmo que isso signifique a divisão do maior país africano.

Em anúncio feito no púlpito de uma catedral católica em Juba neste domingo, o ex-líder rebelde Salva Kiir pediu que os sudaneses do sul perdoassem o norte pelos assassinatos que aconteceram durante a guerra civil. Kiir foi eleito presidente do sul do Sudão em 2010 também como parte do acordo de paz entre as duas regiões.

domingo, 20 de março de 2011

Início do outono 2011

O outono de 2011 terá início durante o equinócio de 20 de março (domingo, às 20:21 horas), com duração de 92 dias, 17 horas e 55 minutos.



O que significa o "equinócio"?

Equinócio é uma palavra derivada do latim (aequinoctium), e significa “noite igual”, e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual à da noite sobre toda a terra.

Isto ocorre quando a terra atinge uma posição em sua órbita onde o sol parece estar situado exatamente na intersecção do círculo do Equador Celeste com o círculo da Eclíptica; ou seja, instante em que o sol, no seu movimento anual aparente pela Eclíptica, corta o Equador Celeste, apresentando declinação de 0º.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação. No hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro. No hemisfério sul é o contrário, a primavera inicia em setembro e o outono em março.

Terremoto do Japão pode ter deslocado eixo da Terra

O devastador terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que abalou nesta sexta-feira o Japão pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra, segundo um estudo preliminar do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália.

O INGV, que desde 1999 estuda os diversos fenômenos sísmicos registrados na Itália, como o devastador terremoto da região dos Abruzos de 6 de abril de 2009, explica em uma nota que o impacto do terremoto do Japão sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior de que se tem notícia.

"O impacto deste fato sobre o eixo de rotação foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960", diz o comunicado.

Entre 200 e 300 pessoas morreram na província japonesa de Miyagi (leste) por causa do tsunami provocado pelo terremoto do Japão, mas ainda há 349 desaparecidos em todo o território japonês. Teme-se que o número de mortos aumente, já que há edifícios destruídos em várias regiões.

LUA CHEIA DE SÁBADO É A MAIOR DOS ÚLTIMOS 18 ANOS

O mundo vai poder observar a maior lua cheia das últimas duas décadas no próximo sábado. Como é véspera de equinócio, quem paga é a Páscoa, que se vê este ano empurrada para mais tarde no calendário.

No dia 19 de Março, a lua vai parecer invulgarmente maior, porque vai ficar tão próxima da Terra como não acontecia há 18 anos, explicou à Lusa Rui Jorge Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

O fenómeno de aproximação da lua à Terra é designado perigeu (oposto ao apogeu, quando está mais afastada), explica-se por a órbita deste satélite não ser circular, mas elíptica, e não é invulgar, acontecendo todos os anos.

O que acontece de extraordinário este ano é explicado pelo astrónomo: "A forma da elipse, a excentricidade da elipse, varia periodicamente, às vezes é mais alongada, outras mais curta. Alguns dos perigeus que ocorrem sucessivamente são mais próximos do que outros".

"A coincidência é haver um perigeu desses muito próximos e que também coincide com a lua cheia, e isso dá uma lua maior do que o habitual", acrescentou.

Nelma Silva, do núcleo de divulgação do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, especificou que este perigeu vai fazer com que a lua esteja a cerca de 356 mil quilómetros da Terra, enquanto que em média está à volta dos 360 mil quilómetros de
distância.

Isto equivale a dizer que a lua se aproximará da Terra cerca de quatro mil quilómetros, sendo 12% maior, à vista humana, especificou.

Mas os fenómenos astronómicos do próximo fim-de-semana não se ficam por aqui: no domingo há o equinócio da primavera, dia que marca a mudança da estação e em que o dia e a noite têm exactamente a mesma duração.

Mas esta coincidência temporal não tem qualquer consequência a não ser atrasar o domingo de Páscoa.

Como explicou Nelma Silva, a Páscoa é um feriado católico, mas a data é calculada em função da astronomia: celebra-se no primeiro domingo a seguir à primeira lua cheia após o equinócio.

Uma vez que este ano há uma lua cheia imediatamente antes do equinócio, há que esperar pela próxima lua cheia e pelo domingo que se segue.

Quanto à influência que a aproximação da lua pode ter sobre a Terra, designadamente desencadear catástrofes naturais, como se tem especulado ao longo dos anos, os cientistas afastam completamente essa hipótese.

Segundo David Luz, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica, do OAL, a lua exerce influência sobre as marés.

"Haverá uma amplitude das marés ligeiramente maior. Por exemplo, no porto de Lisboa o Instituto Hidrográfico prevê para a altura da praia-mar 4,27 metros e baixa-mar de 0,20 metros, enquanto na lua cheia precedente as alturas foram de 4,21 e 0,12 metros",
afirmou.

Apenas isso e nada de sismos, já que o "comportamento da Terra depende do movimento das placas tectónicas, que por sua vez depende do movimento do magma no interior da Terra. São fenómenos muito lentos e independentes do movimento da lua em torno da Terra".

Existe, contudo, uma correlação documentada entre as actividades humanas (explosões em pedreiras, perfuração petrolífera, grandes obras) e a sismicidade, assegurou.

"Se admitirmos que as marés podem ter um efeito de desencadear um sismo no caso de existirem fortes tensões acumuladas, então também temos de admitir que as actividades humanas podem ter o mesmo efeito".

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sismo no JAPÃO

Foi o mais violento sismo alguma vez registado no Japão, um país habituado a fortes abalos. Mas nesta ocasião a terra tremeu com uma intensidade maior do que o habitual. O epicentro do tremor de terra com 8,9 graus na escala de Richter localizou-se a 180 quilómetros de Sendai e a 370 quilómetros de Tóquio.

Eram um quarto para as três horas da tarde (11/032011) locais quando a terra tremeu apanhando toda a gente desprevenida. O sistema de transportes foi interrompido e registaram-se inúmeras perturbações nas telecomunicações.

Na capital, a maior parte dos edifícios, construídos com técnicas antissísmicas resistiu, apesar de terem sofrido fortes abalos. As pessoas precipitaram-se para as ruas.

A grande preocupação residia nas centrais nucleares. Apesar das autoridades terem anunciado que foram desligadas, um incêndio eclodiu na central de Onagawa, mas aparentemente sem gravidade. Foi confirmada a informação de que todos os reatores iniciaram o processo de arrefecimento com segurança.

Em diversos locais registaram-se incêndios, como numa refinaria em Chiba, nos arredores de Tóquio.

Precisamente na capital, pelo menos 4 milhões de habitações ficaram sem eletricidade.

Este é já considerado o maior de sempre no mundo em seis anos. Esperam-se várias réplicas fortes nos próximos dias, semanas e mesmo meses.

A comunidade internacional está a postos para ajudar o Japão a recuperar do abalo sem precedentes. Equipas de resgate podem viajar nas próximas horas até ao país do sol nascente.