terça-feira, 23 de agosto de 2011

BAHIA

Bahia


A Bahia é o mais populoso estado do Nordeste, possuindo um dos maiores potenciais turísticos do país. Recebe todos os anos milhares de turistas, em suas inúmeras e belíssimas praias, localizadas na mais extensa faixa litorânea do Brasil. 4,2% do território baiano consiste em áreas de proteção, parques, cinturões verdes, reservas, estações ecológicas, jardins botânicos ou monumentos naturais. Abriga grande extensão da Mata Atlântica e o rio São Francisco.

Bahia é o berço da história do Brasil. Possui um importante conjunto arquitetônico, tombado pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Turismo - O setor de serviços do estado, especialmente o turismo, corresponde a quase um terço de toda a riqueza que a Região Nordeste produz. A Bahia dispõe de uma variedade de atrações no turismo segmentado: esporte/aventura, ecoturismo, folclore, belezas naturais, carnaval, turismo rural. Além das Festas Religiosas já consagradas - como a de Iemanjá e Nosso Senhor do Bonfim -, do Carnaval e das lindas praias, o turista ainda pode visitar:

A Chapada Diamantina, em Jacobina (330 km da Capital), um rico patrimônio natural formado por rios e belas cachoeiras e grutas, em local ainda bastante preservado;

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos, onde está a maior variedade de corais do país.

As praias mais famosas do estado da Bahia são: Itaparica, do Forte, Salvador, morro de São Paulo, Comandatuba, Porto Seguro, Arraial D'Ajuda, Trancoso, Caravelas, Lençóis.

Economia - As regiões oeste e do baixo médio São Francisco apresentam potencial para atividades ligadas ao agronegócio, baseadas principalmente na agricultura irrigada. O principal produto agrícola do oeste vem sendo a soja. O algodão e o café surgem também com força, além da mamona, melancia, feijão e a pecuária.

Na pecuária, a criação de caprinos traz bom retorno econômico, assim como a de bovinos, que chegou a atingir 10 milhões de cabeças.

O estado iniciou uma reforma administrativa, com extinção, fusão e incorporação de órgãos e empresas estaduais. Também promoveu uma série de privatizações, concessões de serviços públicos e terceirizações.

Fatos Históricos
Em 1549, o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, construiu a cidade de São Salvador, na Baía de Todos os Santos, para ser a capital da colônia. Foi pólo de desenvolvimento econômico de toda a região, por muitos anos. Em 1763, com a transferência da capital para o Rio de Janeiro, Salvador e todo o Recôncavo Baiano entram em declínio.

A província da Bahia, bem como todo o Nordeste, enfrentou, no século XIX, grande empobrecimento, apesar de terem surgido novas áreas de prosperidade econômica, como a zona cacaueira no sul do estado. Nos sertões do norte e do oeste, ao longo da bacia do São Francisco, a população sobrevive da agropecuária de subsistência.

Em 1912, houve intervenção federal, numa represália ao governo baiano pelo apoio dado à oligarquia paulista, contrária ao governo de Hermes da Fonseca.

A partir dos anos 50, iniciou-se o processo de modernização do estado, através da descoberta de petróleo no Recôncavo Baiano, da construção da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso (1954) e da abertura da rodovia Rio-Bahia (1957).

Nos anos 70, foram implantados o Pólo Industrial de Aratu e o Pólo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, o maior centro industrial do Nordeste.

Dados Gerais

Localização: sul da região Nordeste
Área: 564.273,01 km2
População: 13.070.250
Relevo: planície no litoral, depressão a Norte e Oeste e planície no centro
Ponto mais elevado: serra do Barbado (2.033,30 m)
Rios principais: São Francisco, Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuri, Capivari, de Contas
Vegetação: floresta tropical, mangues, caatinga e cerrado
Clima: tropical e semi-árido
Hora local: horário de Brasília
Capital: Salvador
Habitante: salvadorense, soteropolitano
População: 2.443.107
Data de fundação: 29/3/1549

As 10 maiores hidrelétricas do mundo

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estas são as dez maiores usinas hidrelétricas do mundo, em capacidade de produção de eletricidade.

1º. Três Gargantas (China): 18.200 megawatts (MW)
2º. Itaipu (Brasil/Paraguai): 14.000 MW
3º. Belo Monte (Brasil): 11.233 MW [Em construção]
4º. Guri (Venezuela): 10.000 MW
5º. Tucuruí I e II (Brasil): 8.370MW
6º. Grand Coulee (EUA): 6.494 MW
7º. Sayano-Shushenskaya (Rússia): 6.400 MW
8º. Krasnoyarsk (Rússia): 6.000 MW
9º. Churchill Falls (Canadá): 5.428 MW
10º. La Grande 2 (Canadá): 5.328 MW

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O RIO SÃO FRANCISCO " VELHO CHICO"







O rio São Francisco tem 2,7 mil quilômetros de extensão e corta cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Desde sua nascente em São Roque de Minas (MG), em local conhecido como “Chapadão do Zagaia”, até sua foz no Oceano Atlântico, na divisa entre Sergipe e Alagoas, são mais de 500 municípios banhados pela bacia, onde vivem 14 milhões de habitantes, população maior que a de países como Cuba, Suécia, Chile, Grécia e Paraguai. O Velho Chico foi descoberto por Américo Vespúcio. Em suas margens pernambucanas formou o primeiro povoamento que usaria suas águas como fonte de vida.


O rio São Francisco caminha para o mar, irriga a terra árida e realiza um verdadeiro milagre de São Francisco: dá vida ao sertão. Alguns olhos d'água escondidos pela vegetação baixa e ressecada do Chapadão da Zagaia, Serra da Canastra, Minas Gerais, geram um dos maiores rios do Brasil, cerca de 640 mil quilômetros quadrados, que ocupa 8% do território brasileiro, o rio da unidade nacional, o Velho Chico.


Mais que um rio, o Velho Chico é um fato cultural, como o Velho Nilo, seu irmão africano - a medida é outra, mas o sentido é o mesmo.O rio São Francisco nasce num brejo da Serra da Canastra, a cerca de mil metros de altura, logo ao deixar a serra despenca 200 metros na cachoeira Casca d'Anta, desce em degraus e, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), flui suavemente, permitindo que barcos de todos os tamanhos naveguem suas águas. Era esse o trecho percorrido até pouco tempo pelas famosas gaiolas.


Hoje, o Parque Nacional da Serra da Canastra preserva a nascente do grande rio, guarda vales de excepcional beleza, florestas nativas, campos e, para arrematar, tamanduás, tatus-canastra e lontras, ao vivo, em cores e sem grades.
Após despencar 80 metros na cachoeira de Paulo Afonso, o rio São Francisco corre manso mais 310 quilômetros e por fim encontra o mar. É o maior rio inteiramente brasileiro. O Velho Chico deságua numa costa lisa, entre coqueirais e manguezais, dunas e praias douradas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

GEOGRAFIA.

Geografia: a mais importante de todas as matérias da escola? Só se o mundo for uma bola!

Aí está uma ideia que pode parecer estranha diante do que a maioria de nós está acostumada a pensar: a Geografia é, poderia ser ou, melhor, deveria ser a mais importante de todas as disciplinas escolares.

Essa é uma noção atípica pois, infelizmente, o ensino da Geografia na escola ainda é associado a duas ideias principais:

- Ela é uma disciplina que leva ao extremo o recurso à "decoreba". Nós fomos educados assim e, apesar de todas as mudanças, ainda podemos dizer que, para tirar boas notas em Geografia, em pleno século XXI, o mais importante continua sendo ter uma boa memória.

- A Geografia é uma matéria que quase nunca reprova e é mais fácil e menos decisiva do que Matemática ou Língua Portuguesa. A aula de Geografia é um bom momento para fazer um pouco mais de bagunça, até mesmo porque, em geral, professores de Geografia são "mais bonzinhos"...

Neste artigo, gostaria de tentar mudar um pouco a visão de quem pensa assim e dividir algumas ideias que fazem com que nós, geógrafos, tenhamos grande orgulho e prazer com nossa profissão (embora ninguém, ao que parece, esteja ficando muito rico).

Enfim, a visão da "decoreba" e da matéria menos séria é triste, porque a Geografia não é nada disso: ela é uma ciência que integra contribuições de todas os campos do saber e que deve ter uma função central na necessária renovação do ensino.

Por que isso acontece? Em primeiro lugar, porque é a Geografia que garante um espaço específico para o tratamento das questões sociais e ecológicas dentro das escolas, permitindo que os problemas do mundo sejam discutidos nas salas de aula.

Quando os meios de comunicação mostram incessantemente imagens de terroristas agindo nos mais recônditos cantos do planeta, é possível que a escola ignore isso? E quando o clima do planeta dá sinais de alterações perturbadoras, talvez por influência da atividade industrial humana, é aceitável deixar de discutir isso? É claro que não, a não ser que a escola desista de ter entre os seus objetivos o de ajudar a entender o mundo.

É por isso que um amigo geógrafo sempre diz que "um bom professor de Geografia vai para a sala de aula com um jornal e um globo terrestre". Claro, pois tudo o que está acontecendo de importante no mundo pode servir como ponto de partida para o trabalho do professor de Geografia.

E no que deve consistir esse trabalho? Basicamente em mobilizar a curiosidade e as ideias que os alunos já têm sobre os temas debatidos e, com base nisso, conduzir atividades em que vamos localizar, mapear, comparar e analisar criticamente os fenômenos discutidos. É exatamente por isso que há muitas décadas já se afirma que, na escola, a Geografia é fundamental para levar alunos e alunas além da visão superficial e sensacionalista das manchetes dos jornais e da TV.

Então, a Geografia é importante porque, mesmo na escola mais tradicional, abre espaço para que os problemas reais do mundo sejam discutidos e aprofundados. Esse processo revela um outro aspecto importante dessa disciplina: ela pode englobar abordagens de várias outras matérias. Um bom trabalho provoca a necessidade de pesquisar e discutir questões históricas e científicas, produzir textos de síntese, levantar dados numéricos e usar a matemática em um sem-fim de tipos de análises. Ou seja, em um trabalho sério de Geografia, todas as disciplinas devem dar sua contribuição; todas as matérias podem "estar contidas" nela. A Geografia, veja só que chique, é multi e interdisciplinar!

Aliás, não são apenas os geógrafos que afirmam isso. Um dos grandes pensadores da complexidade, da renovação da ciência e de seus paradigmas é o francês Edgar Morin, que reconhece que "o desenvolvimento das ciências da Terra e da Ecologia revitalizam a Geografia, ciência complexa por princípio, uma vez que abrange a física terrestre, a biosfera e as implantações humanas" [i] . Ou seja, uma Geografia que não seja multidisciplinar não merece esse nome.

Com todo esse potencial, dói ver que a Geografia escolar é muitas vezes associada a coisas como decorar o nome de rios e de capitais...

Talvez eu já tenha conseguido provocar alguma perturbação em sua concepção da Geografia e do papel dela na escola. Para concluir, afirmo (juntamente com muitos geógrafos) que a Geografia deve ser, cada vez mais, explorada como a mais importante das disciplinas, para atingirmos dois objetivos em nossas escolas. Esses objetivos podem parecer contraditórios, mas, na verdade, são profundamente complementares:

- Pelo conhecimento do espaço local e pela comparação dele com outros lugares, ajudar cada um(a) a compreender melhor sua inserção territorial e cultural, o que contribui para a construção de uma identidade pessoal e comunitária mais rica. Conhecer cada vez mais e melhor seu lugar, sua cultura e as pessoas que vivem nos mesmos espaços que nós.

- Pelo tratamento global dos problemas, pela busca de características comuns, pela análise da distribuição e da evolução espacial dos fenômenos e pelo uso constante do globo e de mapas, levar os(as) estudantes a conhecerem cada vez melhor o planeta em que vivemos. É a Geografia que possui a mais nobre das missões na escola do século XXI: preparar nossas crianças e adolescentes para a superação dos patriotismos e regionalismos estreitos, e formar para o respeito às diferenças e para o que nós chamamos de "cidadania planetária".

O francês Paul Claval, um grande geógrafo, encerra um de seus livros afirmando que "concebida dessa maneira, a Geografia prepara os homens para serem cidadãos do mundo. É nisso que acredito sinceramente" [ii] . Eu também!

Afinal de contas, o mundo é mesmo quase uma bola, estamos todos no mesmo barco redondo com sua atmosfera fantástica, o que acontece aqui sempre tem implicações acolá, e não podemos mais nos dar ao luxo de educar nossas crianças como se isso não fosse uma verdade fundamental. Precisamos da Geografia para nos conhecermos, para conhecermos nosso mundo respeitando sua diversidade e complexidade e para construirmos a cidadania planetária. Decore isso...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS

Além da divisão regional do IBGE, outra proposta caracteriza os espaços brasileiros segundo a organização da sua economia. Ela foi elaborada em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger, que dividiu o Brasil em três grandes complexos regionais - Amazônia, Nordeste e Centro-Sul, segundo suas características geoeconômicas.
Na regionalização proposta por Geiger desaparecem os limites que separam os estados. Além disso, veja outras modificações que ela apresenta em relação à divisão do IBGE:
- O sul do Mato Grosso e de Tocantins está agrupado ao complexo regional do Centro-Sul, por causa de suas relações de dependência econômica.
- O norte de Minas Gerais passa a compor o complexo do Nordeste por ser uma área com características econômicas e naturais semelhantes: clima semi-árido e pobreza.
- A porção oeste (ocidental) do Maranhão passa a integrar o complexo regional da Amazônia pela sua afinidade econômica extrativista.
Conheça a seguir as principais características dos três grandes complexos regionais brasileiros.

Amazônia

Com uma área de 5 milhões de km2, a Amazônia compreende 58% do território brasileiro. Além da região Norte estabelecida pelo IBGE, que tem aproximadamente 3 870 000 km^, abrange grande parte dos estados do Mato Grosso e do Maranhão.

Principais características:
Quadro natural: clima equatorial, domínios das terras baixas amazônicas, floresta equatorial e bacia Amazônica.
Quadro humano e econômico: pequena população absoluta, baixa densidade demográfica e economia baseada no extrativismo mineral e vegetal.
Apresenta crescimento industrial na Zona Franca de Manaus. E o principal reduto de povos indígenas, e de problemas de posse de terra e desmatamentos (queimadas). Hoje, a Amazônia é fronteira de expansão agropecuária e de povoamento.

Nordeste

Com 1,5 milhão de km2 a região geoeconômica do Nordeste ocupa 18% do território brasileiro, área quase equivalente ao Nordeste delimitado pelo IBGE. Compreende o norte de Minas Gerais, mas não inclui o oeste do Maranhão.
Considerada a "região-problema" do país, o Nordeste enfrenta graves conflitos sociais e econômicos: área de repulsão de população, analfabetismo, mortalidade infantil, concentração de renda e de terras, seca, falta de oportunidades de emprego. Pode ser dividido em quatro sub-regiões;

Meio-Norte, Sertão, Agreste e Zona da Mata.
Maranhão e Piauí compõem essa sub-região, que é uma zona de transição entre o Nordeste e a Amazônia.
O extrativismo do babaçu e a agricultura do algodão e do arroz são as principais atividades econômicas do Meio-Norte.

Sertão

É a maior das sub-regiões nordestinas, ocupada em sua maior parte pelo Polígono das Secas, que abrange os locais afetados por secas periódicas,
A pecuária extensiva de corte e o cultivo üe arroz e algodão são as principais atividades econômicas do Sertão. Recentemente, a irrigação tem favorecido a produção de frutas em áreas sertanejas.

Agreste
Pequena faixa que atravessa de norte a sul os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A cidade de Campina Grande, na Paraíba, é chamada de
"capital do Agreste".
O Agreste marca a transição entre a área litorânea (Zona da Mata) e o Sertão, A policultura comercial e a pecuária leiteira são as principais atividades econômicas.

Zona da mata

Sub-região economicamente mais importante do Nordeste, a Zona da Mata ocupa a faixa litorânea do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Foi o primeiro local do Brasil a ser povoado. Hoje é a área mais populosa e a que concentra duas das três maiores cidades do Nordeste: Salvador (Bahia) e Recife (Pernambuco).
O cultivo da cana-de-açúcar e do cacau representa sua principal atividade econômica.

Centro-Sul

Com cerca de 2 milhões de km2, o complexo regional do Centro-Sul abrange a maior parte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Corresponde às terras das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, E o complexo regional mais importante e o centro econômico da nação, com mais de 60% da população brasileira. Aí estão 16 das 22 áreas metropolitanas do país,

O grande desafio: as desigualdades regionais

Podemos perceber a grande diferença socioeconômica entre os complexos regionais brasileiros analisando os indicadores sociais de alguns estados. Ficam nítidos os contrastes e o melhor desempenho dos estados que compõem o Centro-Sul.
Taxa de Mortalidade infantil:
R.G. do Sul = 18,4%0
Alagoas = 66,1%0
Taxa de analfabetismo:
Porto Alegre = 4%
Alagoas = 32%

domingo, 24 de abril de 2011

SUDÃO

Primeiros resultados do referendo apontam divisão do Sudão em dois países
Resultados finais serão divulgados em fevereiro, mas apuração parcial indica que região sul escolheu se separar do resto do país

Os primeiros resultados do referendo no sul do Sudão indicam que a região votou predominantemente pela separação do norte e a formação de um novo país. Os resultados totais da votação não serão divulgados até o próximo mês, mas espera-se que a região escolha a separação. Dos dos sudaneses do sul que vivem na Europa, 97% votaram em favor do novo estado.

O referendo histórico foi parte de um acordo de paz assinado em 2005, que pôs fim a décadas de guerra civil entre o norte sudanês, majoritariamente muçulmano, e o sul, onde predominam o cristianismo e outras religiões.

A votação começou em 9 de janeiro e foi oficialmente encerrada na noite do último sábado. Um mínimo de 60% de comparecimento era necessário para que a votação fosse considerada válida, mas o número foi rapidamente superado.

O diretor da Comissão de Referendo Sudanesa do Sul, Mohamed Ibrahim Khalil, disse que mais de 80% dos votantes do sul compareceram às urnas, além de 53% dos eleitores do norte e 91% dos sudaneses que moram em outros oito países com centros de votação. Ele disse que o referendo seria considerado "um bom resultado por qualquer padrão internacional".

'Determinação pacífica'

Observadores internacionais no sul do Sudão têm sido quase unanimemente otimistas, dizendo que o processo de votação foi livre e justo. O correspondente da BBC em Juba - que deverá ser a futura capital do Sudão do Sul - Peter Martell disse que o resultado foi um grande alívio para a região.


No entanto, o processo foi marcado por um ataque mortal a um comboio de civis do sul no início da semana. O grupo voltava para casa depois de votar, quando foi emboscado perto da fronteira entre o norte e o sul, na disputada região de Abyei, rica em petróleo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou "todas as pessoas do Sudão pela demonstração de sabedoria, paciência e determinação pacífica que caracterizou a votação". Mas ele alertou que os sudaneses do sul devem continuar a "exercitar a paciência e a moderação" durante a contagem dos votos.

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, prometeu aceitar os resultados do referendo, mesmo que isso signifique a divisão do maior país africano.

Em anúncio feito no púlpito de uma catedral católica em Juba neste domingo, o ex-líder rebelde Salva Kiir pediu que os sudaneses do sul perdoassem o norte pelos assassinatos que aconteceram durante a guerra civil. Kiir foi eleito presidente do sul do Sudão em 2010 também como parte do acordo de paz entre as duas regiões.