terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Grupos terrorristas do Mundo

O terrorismo se tornou um tema bastante evidente em todos os meios de comunicação, principalmente após os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos. O mundo tem observado o terrorismo como uma ameaça constante, o caso citado não foi o único, existem vários grupos espalhados por todos os continentes e que reivindicam diferentes interesses, a seguir os principais grupos terroristas e onde estão localizados no espaço geográfico mundial.

Al Qaeda: grupo fundamentalista islâmico que possui financiadores para o desenvolvimento de ataques em diferentes pontos do planeta, além disso, detém ramificações da organização, configurando assim como uma atitude globalizada. Esse grupo surgiu no Oriente Médio, porém os ataques ocorrem nessa região e em outros pontos do planeta.

Hamas (Movimento de Resistência Islâmica): grupo que atua em locais próximos à fronteira entre a Palestina e Israel que busca a formação do Estado Palestino através de atentados com homens bomba e outras modalidades.

Jihad Islâmico da Palestina: desenvolve suas práticas em Israel, em áreas ocupadas pela Jordânia e Líbano.

Hizbollah (Partido de Deus): desenvolve-se no Líbano, com participantes nos Estados Unidos, Europa, Ásia, África e América do Sul.

Al Jihad: age no Egito, busca implantar um Estado Islâmico, possui ligação no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Sudão, Líbano e Reino Unido.

Organização Abu Nidal: age principalmente no Iraque, Líbano, Líbia e Egito.

Frente Popular para a Libertação da Palestina: atua na Síria, Líbano, Israel e na Palestina.

Frente popular de Libertação da Palestina - Comando Geral: representa um grupo terrorista que surgiu na Palestina, atua na faixa de Gaza, Síria e Líbano.

Brigada dos Mártires do Al-Aqsa: grupo palestino terrorista que atua com ataques, atentados, rebeliões contra Israel.

Grupo Abu Sayyaf: age especialmente no sul das Filipinas e Malásia.

Grupo Islâmico Armado (GIA): age na Argélia, esse grupo terrorista se formou em 1992.

Kach e Kahane Chai: grupo terrorista israelense que busca a implantação do território conforme está expresso na Bíblia, dessa forma seu maior inimigo é a Palestina.

Grupo Islâmico (GI): grupo terrorista que atua no Egito, além do Afeganistão, Sudão, Reino Unido, Iêmen e Áustria.

HUM (Harakat ul-Mujahidin): grupo extremista que age em função do islamismo em países como o Paquistão e Índia, na região da Cachemira.

Movimento Islâmico do Usbequistão: tem suas atuações, sobretudo, no Usbequistão, além do Afeganistão, Tajiquistão e Quirguízia.

Partido dos Trabalhadores do Curdistão: corresponde a um grupo que aspira por território e independência, representa o povo curdo, age na Turquia, Iraque, Síria e Europa Ocidental.

Exército de Libertação Nacional do Irã: grupo que busca a expansão do islamismo.

Tigres Tâmeis: grupo separatista que busca a independência entre o norte e o sul do Sri Lanka.

ETA (Pátria Basca e Liberdade): busca a independência territorial da França e Espanha.

Ira (Exército Republicano Irlandês): luta pela saída das forças britânicas do território da Irlanda, atua em partes da Europa, especialmente na Irlanda do Norte. Esse é um grupo católico.

Ensinamentos da Verdade Suprema: grupo com base religiosa que acredita que o fim do mundo está próximo e esse será decorrente da Terceira Guerra Mundial entre Estados Unidos e Japão.

Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia): corresponde a um grupo guerrilheiro que desenvolve um estado paralelo no Colômbia, sua atuação é mais evidenciada na Venezuela, Panamá e Equador, além dos ataques, atentados e seqüestros ocorridos internamente. Exército de Libertação Nacional – Colômbia: esse grupo tem sua atuação na Colômbia e têm ideais semelhantes aos praticados em Cuba, promove uma grande quantidade de seqüestros no país, principalmente de estrangeiros.

Autodefesas Unidas da Colômbia: grupo vinculado ao narcotráfico que visa proteger seus negócios contra as ações da Farc, além de garantir o plantio da coca e o mercado de cocaína.

Sendero Luminoso: grupo guerrilheiro que age no Peru em busca da implantação de um estado comunista.

Movimento Revolucionário Tupac Amaru: grupo que atua no Peru e visa à instauração do regime socialista no país.

Frente Revolucionária de Libertação Popular: grupo com ideais marxistas que age na Turquia e contra os Estados Unidos.

Organização Revolucionária 17 de Novembro: atua na Grécia contra Estados Unidos, OTAN e União Européia.

Luta Revolucionária do Povo: grupo que foi criado para confrontar o governo militar e a ditadura que vigorou na Grécia na década de 70.

Grupos separatistas chechenos: grupos terroristas que buscam a independência da Chechênia em relação à Rússia, esses cometem uma série de atentados

Protestos contra ditaduras em países árabes podem ter EFEITO DOMINÓ.

Primeiro foi a Tunísia. Uma série de manifestações durante quase um mês encerraram, depois de 23 anos, o governo do ditador Ben Ali. O feito serviu de exemplo para o Egito. Após 18 dias de protestos sem intervenção das Forças Armadas, Hosni Mubarak renunciou depois de 30 anos no poder. Na opinião de especialistas, a crise política que atinge esses e outros países árabes no Norte da África e também no Oriente Médio está gerando um efeito dominó na região e pode servir para quebrar o medo da população com relação aos regimes ditatoriais.

Iêmen, Líbia, Jordânia, Argélia, Bahrein, são alguns dos países que durante a última semana registraram diversas manifestações contrárias aos regimes que governam os países. Em alguns casos, os conflitos foram reprimidos com violência pelas forças governistas, em outros houve mortes, centenas de feridos, até mesmo a proibição de protestos. Mesmo assim, o lema dos opositores parece ser o adotado pelos egípcios: as manifestações só acabam quando o regime cair.

Apesar da onda de otimismo trazida pelas renúncias na Tunísia e no Egito, o cientista político da USP, João Paulo Candia Veiga, avalia que cada conflito precisa ser analisado separadamente, especialmente quando se questiona a influência desses protestos em países africanos governados por regimes autoritários.

"Os países são diferentes e são impactados de forma diferente pelos protestos. Veja o caso da Argélia onde há um governo autoritário que parece ter controle da situação. Lá os militares deram um golpe de estado em 1992. Na Tunísia e no Egito, a variável chave foi o papel das Forças Armadas, o que pode ou não se repetir nos outros países”, diz Veiga.

Já o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, acredita que a onda de protestos pode ganhar força justamente pelas semelhanças nas reinvindicações, como concentração de renda, corrupção no governo, aumento no preço dos alimentos, uma economia voltada para o petróleo, além do fator demográfico. "Uma nova geração de jovens que, embora tenha formação intelectual, não encontra oportunidades no mercado de trabalho. Como resultado, ela se organiza usando a internet, as redes sociais”, diz Nasser.

A capacidade de organização da população é outra questão a ser avaliada, já que em alguns países africanos, as condições socioeconômicas pesam e dificultam a organização da população.

“Um dos pontos chave é avaliar condição da população de se organizar. E em alguns países, a possibilidade de existir disposição para um levante popular capaz de depor um governante é muito difícil”, diz Veiga, sem descartar que, apesar dos obstáculos, a possibilidade existe.

Um ponto chave na revoução, segundo os especialistas, é o papel das Forças Armadas, crucial para as renúncias de Mubarak e Ben Ali, que se viram sem o apoio dos militares para dar sequência aos seus mandatos.

“No Egito, a Força Armada preferiu não se intrometer na política para preservar o seu status quo. Quando perceberam que não era mais conveniente manter Mubarak no poder, eles se desfizeram dele. Acredito que é o que pode acontecer nesses outros países, a partir do momento que os levantes ganharem força”, diz Nasser. Para ele, apesar da repressão violenta por parte da policia aos opositores no Iêmen e no Bharein, é possível que os militares mudem de lado.

Ao mesmo tempo, o uso da força é uma demonstração de que os levantes populares são de fato um risco à manutenção dos atuais regimes.

“[No Iêmen, Líbia e em Bahrein] a policia já está respondendo de forma muito agressiva, exatamente porque precisam dar demonstrações de que não permitirão o mesmo resultado do Egito e Tunísia. Todos os líderes temem e enxergam o risco hoje, não à toa vários países anunciaram mudanças para diminuir o risco de levantes como libertação de prisioneiros, pagamento direto às famílias, entre outros”, comenta Veiga.

“O Egito é uma referência na região. Por isso, para os demais países, olhar e ver que a população derrubou um governo de 30 anos, reduz o medo, é sinal de que tudo pode acontecer”, diz Nasser.

Outro fator que pode ser decisivo nessas manifestações é a pressão da comunidade internacional. “Especialmente os Estados Unidos, que até agora não se manifestaram de forma relevante. No caso da Líbia, [Muammar] Kaddafi caiu nas graças dos EUA desde 2004, há empresas petrolíferas no país, ou seja, existem outras questões. Mas a pressão internacional para acabar com as ditaduras, algumas vistas apenas como governos mais enérgicos, é fundamental para o êxito das manifestações”, diz Nasser.

Principais conflitos no mundo árabe:

Egito 18 dias de protestos derrubaram o então presidente Hosni Mubarak depois de 30 anos no poder. No lugar dele, assumiu uma junta militar que promete ficar apenas seis meses no poder, promover eleições, revogar a atual Constituição e dissolver o Congresso

Tunísia Após 23 anos no governo, o então presidente Zine el-Abidine Bem deixa o poder e refugia-se na Arábia Saudita com a família. É acusado de corrupção e violação de direitos humanos. Um governo de transição assume e promete promover eleições

Jordânia Há 12 anos no poder, o rei Abdullah II mudou a equipe de governo e anunciou reformas. Também adotou a austeridade econômica. A proximidade com a política do governo dos EUA e a ocidentalização do país, entre outras questões, são alvo de reações populares. Nos últimos dias, houve protestos na região

Iêmen O presidente Ali Abdullah Saleh está no poder há mais de três décadas, depois de um golpe militar. O mandato presidencial é de sete anos, mas a cada votação, Saleh tem sido reeleito. Saleh declarou que permanece no cargo até 2013, mesmo assim, milhares de manifestantes querem acelerar a transição

Líbia Muammar Kaddafi está no poder há 41 anos. O clima de tensão é constante no país. A partir de 1970, foram expulsos da Líbia os militares estrangeiros e decretada a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país

Argélia No poder há mais de uma década, o presidente Abdelaziz Bouteflika é acusado de comandar o país de forma autoritária e não democrática. Cultos religiosos não islâmicos são limitados, assim como a ação da imprensa é alvo de proibições







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Filmes para lecionar Geografia

* A Garota do Tambor
* A História oficial
* A Missão
* Apocalipse Now
* Bom Dia , Vietnã!
* Cidadão Kane
* Chernobyl
* Chuva Negra
* Dersu Uzala
* Doutor Jivago
* El Cid
* Em nome do Pai
* Entre o céu e a terra
* Os últimos dias de Hitler
* Viva Zapata!
* Separados mais iguais
* Último dos moicanos
* Patagônia rebelde
* Tudo por Esmeralda
* Amazônia em chamas
* Chove sobre Santiago
* Queimada
* Revolução
* Filhos do ódio
* Prece para um condenado
* Lawrence da Arábia
* Mississípi em chamas
* Era uma vez América
* O dia seguinte
* O nome da rosa
* Por que os sinos dobram
* Shogun
* Jogos de guerra
* Testa de ferro por acaso
* O poder de um sonho
* Bem vindos ao paraíso
* As crônicas de Nárnia
* O último imperador
* Metrópolis
* A era do gelo I e II
* A lista de Schindler
* A dieta de um palhaço
* Adeus, Lenin!
* A insustentável leveza do ser
* Apollo 13
* A conquista do paraíso
* Central do Brasil
* Cuba
* Gandhi
* De volta para o presente
* Gaijin- os caminhos da liberdade
* Mens@gens para você
* Missing, o desaparecido
* Morango e chocolate
* Narradores de Javé
* O dia depois de amanhã
* O encouraçado Potemkim
* O grande ditador
* O homem que virou suco
* O caminho das nuvens
* O jardim secreto
* O poderoso chefão
* Os lobos nunca choram
* Entre dois amores
* Passagem para a Índia
* Pixote
* Platoon
* Sete anos no Tibet
* Tainá I e II
* Tempos modernos
* Tucker- um homem e seu sonho
* Twister
* Um grito de liberdade
* Vidas Secas
* Volcano - A fúria

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

CHINA: tragédia do filho único

Conforme os resultados do recenseamento publicado em Pequim, em 28 de março deste ano, a população da China teria chegado a 1 bilhão e 265 milhões de habitantes no fim do ano 2000. Teria havido um aumento populacional de 132, 12 milhões em relação ao recenseamento de 1990. A taxa de crescimento populacional - após o plano do filho único imposto pelo governo comunista em 1980, para frear o aumento da população - teria-se estabilizado em torno de 1,07 ao ano, (-0,4% em comparação à década de 80); enquanto a taxa de fecundidade por mulher em idade fértil caiu para 1,8 filho contra os 4 filhos dos anos 70. Todavia, o que criou graves problemas foi a diferença entre as meninas e os meninos recém-nascidos, que se agravou com esse plano do filho único.

Pela lei biológica de sobrevivência da humanidade, a diferença entre os sexos deveria ser de 102-106 meninos para 100 meninas.

A média nacional na China é de 117 meninos para 100 meninas, chegando, em certas províncias do interior, a 163,8 meninos.

As conseqüências são graves porque, na idade de casar, não há um número suficiente de moças para todos os rapazes. Para amenizar essa situação, as famílias em boa situação financeira tentam importar, ilegalmente, mulheres de países vizinhos, mas existe o perigo de as noivas clandestinas receberem multas e serem repatriadas, após um período nas prisões chinesas.

Se os moços não tiverem dinheiro suficiente para arrumar alguma moça chinesa ou para importar dos países vizinhos, não podem formar família, o que se transforma numa tragédia nas tradições culturais chinesas fundadas sobre o confucionismo.

O menino na China de sempre

O número de moças que falta já estaria na casa de milhões e as causas são facilmente identificáveis: elas foram vítimas de infanticídios, de abortos provocados pelos pais quando descobriam que o feto era uma menina ou foram abandonadas nas encruzilhadas das ruas quando recém-nascidas. Alguns pais as escondem e não as declaram ao Estado, correndo perigos de sanções e prisão, se forem descobertos.

Na China, a preferência dos pais pelo filho de sexo masculino é uma tradição profundamente arraigada, desde a idade feudal. No filho homem, concentra-se a responsabilidade de manter os pais quando idosos, de possibilitar-lhes um enterro solene, de fazer as oferendas sobre os túmulos deles para as necessidades após morte, conforme a tradição confuciana. Somente o filho homem é o único herdeiro dos bens da família.

A menina, pelo contrário, é destinada a se casar pouco importa se gostar ou não, se for amada ou desrespeitada pelo marido. O divórcio ou separação está fora de discussão. Uma vez casada, ela está casada para sempre e pertence à família do marido, exatamente como na sociedade feudal. Ela deve gerar filhos, possivelmente homens, para o marido e fazer sua vontade.

Até pouco anos atrás, o símbolo da submissão da mulher era a prática de impedi-la que desenvolvesse pés normais, por meio de bandagens que lhes eram impostas desde os primeiros anos de vida. Esta prática iniciou-se nos anos da dinastia dos Tangs (618 - 907) e foi eliminada pelo regime maoísta. Os pés pequenos eram uma maneira de tolher-lhes a liberdade de movimento, de modo que a mulher ficasse praticamente presa em casa e a moça que não tivesse pés pequenos não era aceita como esposa.

A mulher após o regime maoísta (1949- 1979)

A China maoísta tentou libertar a mulher dessas discriminações dando-lhe, teoricamente, os mesmos direitos políticos, econômicos e socioculturais que os homens. Pela atual lei, teoricamente, estão proibidos os matrimônios arranjados, a mulher pode pedir o divórcio ou se separar, pode herdar e receber um salário em paridade de trabalho com os homens.

Apesar disso, as desigualdades continuam ainda em todas as fases de sua vida. A preferência ligada ao sexo é mais forte que a lei, especialmente no interior e nas regiões mais pobres da China. De fato, a lei e as conseqüências demográficas cedem diante do pragmatismo e da tradição que ainda preferem filhos homens e desconsideram a mulher na organização familiar.

As nefastas conseqüências do filho único

Em janeiro de 1980, quando a população chinesa já passava de um bilhão, o governo central lançou o "Documento nº 1" que tentava planificar os nascimentos com um conjuntos de medidas para limitar a um único filho por casal. Havia uma série de vantagens para quem se limitasse a um único filho, de multas e restrições civis para quem tivesse mais de um filho. Esse documento, com suas promessas e ameaças, fez baixar a natalidade nas cidades e na zona rural. Promovendo a política do filho único, o governo certamente não tinha a intenção de ressuscitar os conceitos feudais sobre a inferioridade da mulher, mas acabou por reforçar sua inferioridade e é isso que está acontecendo na China de hoje. Se um casal pode ter somente um filho, conseqüentemente vai querer um filho homem, sendo esta uma exigência cultural ainda profundamente arraigada no povo chinês. Se, por acaso, o bebê é menina, surge para o casal um gravíssimo problema ético e cultural: se ficar com ela, não pode mais ter o filho homem. A triste realidade é normalmente a morte ou o abandono da menina recém-nascida.

O infanticídio de recém-nascidas ou sua exposição nas ruas vêm de longa data e, nas cartas que os missionários enviavam, era denunciado como o pecado hediondo dos chineses. Hoje, quem visitar os orfanatos do governo ou da Igreja patriótica perceberá que lá existem somente meninas e raríssimos meninos, geralmente deficientes mentais.

O menino excepcional, não podendo cumprir seus deveres filiais, conforme os preceitos confucianos, é equiparado à menina, considerado inútil e um peso para os pais e portanto será abandonado a sua triste sorte: Morte ou orfanatos oficiais.

Uma denúncia da Comissão dos Direitos Humanos da Ásia, composta por católicos, budistas e islâmicos, registra que, nos anos 80, em regiões rurais e do interior, já faltavam 800 mil mulheres para casamento. Essas situação tornou-se cada vez mais grave, tanto que as autoridades do Comitê Central do Partido Comunista da China com o Conselho dos Negócios do Estado, em 7 de maio de 2000, publicou algumas notas, tentando esclarecer certos pontos do Documento nº 1, sem negar, porém, a política do filho único: "O governo autoriza uma certa flexibilidade na aplicação da política do filho único" e o porta-voz do governo da Comissão do planejamento familiar, Chen Shengli, explica que "o modelo familiar com um único filho jamais foi uma política de planejamento imposta aos casais ... mas somente um modelo de uma linha diretora de comportamento".

Diante da previsão de que, em 2010, a população da China vai ultrapassar um bilhão e 400 milhões de habitantes, um estudo atento dos novos documentos revela porém, que a política do filho único será retomada com força, como confessa o mesmo porta-voz, quando afirma que "este objetivo de manter aquém o número dos habitantes, será conseguido somente com a política do filho único por casal, política que iniciou em 1980".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As estações do ano

O período de um ano é marcado por modificações climáticas que ocorrem periodicamente. Tais modificações não ocorrem por acaso, elas são causadas pela inclinação da Terra (cerca de 23º) em relação ao Sol que permite o recebimento de irradiação solar em uma região e a ausência da mesma em outro local. Essas modificações ocorrem sempre no mesmo período do ano, mas são definidas a partir dos fenômenos solstício e equinócio.

O solstício ocorre quando a Terra se afasta da linha do equador enquanto o equinócio é um momento em que o Sol cruza a linha do equador. Essas mudanças recebem uma nomenclatura respectiva de acordo com o seu período: primavera, verão, outono e inverno.

O verão que se inicia em dezembro e finda em março marca o período mais quente e longo do ano. Apesar de ser um período quente, o verão também é marcado por intensas chuvas, pois por causa do calor há maior evaporação de água e a formação de nuvens.

O outono se inicia ao término do verão em março e termina em junho. Esse período marca a transição entre o período quente do verão e o período frio do inverno. A característica marcante do outono é o amarelar e a queda das folhas e dos frutos nas árvores.

O inverno se inicia após o outono em junho e termina em setembro. Sua característica marcante é o frio e a chegada da noite mais rápida, pois os dias são mais curtos nesse período e em algumas regiões ainda pode-se visualizar neve.

A primavera se inicia ao final do inverno em setembro e termina com a chegada do verão em dezembro. Esse período é caracterizado pelo retorno dos dias longos com clima ameno, ou seja, nem quente e nem frio, período de reprodução animal e do desabrochar das flores.

ATIVIDADES:
1- Porque ocorrem as modificações climáticas?
2- Quando ocorre o solstício?
3- A partir de quais fenômenos são definidas as modificações climática?
4- Quais são as estações do ano e em qual estação nós estamos?
5- Em qual estação ocorre o período mais quente do ano?
6- Qual é a data do seu aniversário e em qual estação do ano ele acontece?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Principais cargos religiosos e políticos do mundo islãmico

Saber quem manda entre os muçulmanos é um assunto polêmico desde 632, ano da morte do profeta Maomé.

Saber quem manda entre os muçulmanos é um assunto polêmico desde 632, ano da morte do profeta Maomé. “As leis deixadas por ele eram muitas vezes contraditórias e não havia regras claras quanto à nomeação de novos líderes”, afirma o historiador Peter Demant, da Universidade de São Paulo. De acordo com o momento ou a facção, títulos como califa, imã e xeque poderiam ser atribuídos a diferentes tipos de autoridade. Para aumentar a confusão, o islamismo exige que a sociedade se organize em função das leis sagradas, o que dá aos líderes religiosos uma importante função política. Para completar, títulos destinados aos soberanos de outros lugares – como os marajás, na Índia – eram assumidos pelos árabes ao conquistar a região. Veja, nos quadros abaixo, quem é quem na milenar história islâmica.

Uns e outros

Saiba como se organizam as elites islâmicas
Califa

Quando Maomé faleceu, Abu Bakr, um de seus discípulos, tornou-se o khalifah, termo árabe para “sucessor”. O termo passou a designar o líder político e religioso de todo o Estado árabe. Foi usado por 45 outros governantes até que, em 1258, uma invasão mongol pôs fim ao califato. O título continuou a existir de forma simbólica. Os egípcios tiveram um califa até 1517, quando foram conquistados pelos otomanos, que sustentaram o cargo até 1924. Em 1926, um congresso no Egito tentou nomear um novo califa, mas não conseguiu por falta de consenso.

Sultão

A palavra vem do árabe sultan, ou “potência”, e é usada por qualquer um que detenha o poder. Os sultões governavam pequenos reinos que surgiram a partir do século XI, quando o califado começou a se fragmentar. Desde então, é usado pelos soberanos de todo o mundo islâmico. Hoje em dia, o título é utilizado pelos governantes de países como Omã e Brunei.

Paxá

O título de honra mais alto do Império Otomano. Surgiu no século 13 para designar os irmãos e os filhos do sultão, mas depois passou a ser concedido a militares, governadores de província e vizires. Os paxás continuaram a existir na Turquia até 1934 – dez anos depois do fim do império – e persistiram até 1952 no Egito, um antigo domínio otomano. Os turcos utilizam até hoje esse termo para se referir a uma pessoa de status superior.

Xeque

O termo árabe shaykh, que significa “ancião”, pode ser usado por qualquer pessoa com alguma autoridade religiosa. Líderes de ordem, diretores de universidade, chefes de tribo e ulemás podem ser considerados xeques. O respeito e a autoridade religiosa do cargo são grandes fatores de status em países muçulmanos.

A palavra vem do persa xah, que significa “rei”, e desde o século VI a.C. designa líderes políticos da Pérsia, o atual Irã. Os governantes continuaram a ser chamados de xá mesmo depois de a região ser invadida pelos árabes no século VII e o título persistiu, com interrupções, até 1979, quando a revolução iraniana instituiu o governo do aiatolá.

Aiatolá

Conceito que surgiu no século XIX no Irã para designar os juristas islâmicos mais renomados – o mais alto grau dentro da hierarquia dos mulá. O termo vem do árabe ayat allah (“manifestação de Deus”). Entre os xiitas, uma das correntes islâmicas, o aiatolá deve agir como fonte de referência para toda a comunidade e, para alguns, possui um poder equivalente ao do imã.

Imã

Um dos conceitos mais polêmicos do islamismo: varia de acordo com as seitas, com a região e com a mesquita. Para muitos grupos, é o nome dado a quem está coordenando a oração. Entre os sunitas, é conferido aos califas e, em outro sentido, a teólogos e outras figuras notáveis. Entre os xiitas, o imã é um iluminado que deve guiar todo o mundo islâmico em assuntos religiosos e seculares.

Mulá e Ulemá

Os dois termos se referem a autoridades versadas no islamismo. São professores, teólogos e advogados conhecedores dos escritos sagrados. A diferença entre eles é que os mulá (do árabe mawla, “senhor chefe”) surgiram no Irã e são essencialmente xiitas, e os ulemá (de ulama, “os que possuem o conhecimento”) são sunitas.

Emir

Título laico atribuído a lideranças militares, governadores ou grandes autoridades. A palavra vem do árabe amir, que significa “comandante” ou “príncipe”. O título é usado hoje por líderes de países como Qatar e Bahrein. Os Emirados Árabes Unidos, apesar do nome, são governados por xeques.

Vizir

O termo vem do árabe wazir e designa “aquele que ajuda a carregar um peso”. O cargo surgiu no século VIII e indicava o oficial que fazia a ligação entre o califa e os seus súditos – função parecida com a de um primeiro-ministro. Nos séculos seguintes, estendeu-se a membros de ministérios, oficiais e governadores. Para distinguir os tipos de vizir, a partir do século XV os otomanos chamavam o representante do califa de grão-vizir. O título deixou de existir em 1922, quando uma revolução no Império Otomano deu origem à república da Turquia.

Marajá e Rajá

Quando, no século XII, os muçulmanos invadiram o norte da Índia, encontraram lá pequenos Estados, chefiados por rajás (do sânscrito rajan, “rei”), reunidos em reinos sob o comando de marajás (“grandes reis”). Em algumas ocasiões, esses regentes foram depostos e o governo entregue a muçulmanos, que assumiram os títulos de rajá e marajá. Outros reinos foram mantidos com a condição de que os nativos pagassem tributos